segunda-feira, 9 de maio de 2011

Novas idéias em Eco-Política

Idéia / Eco-política 8: A natureza não é democrática

A natureza não é democrática em sua essência, mas sim absolutamente meritocrática em sua práxis. Nela, apenas sobrevivem os seres com maior capacidade de adaptação ao meio ambiente do momento. Porém, nós, humanos, somos seres híbridos, tanto conectados e dependentes da natureza como produtores e também dependentes da cultura, pois utilizamos em nossas decisões tanto o instinto quanto razão. Somos, pois, seres de inteligência e de afetos, imanentes e transcendentes ao mesmo tempo. Somos afetados pelo sofrimento de todos, dos nossos semelhantes como também dos animais, principalmente, dos que temos maior convívio. Penso, enfim, que como humanidade, viveríamos melhor em um sistema político em que as normas democráticas fossem complementadas com as meritocráticas.


José Augusto Silveira - 09/maio/11



Idéia / Eco-política 7: Olho por olho e dente por dente?


Em pleno século 21, ainda somos uma sociedade orientada pelo antigo preceito jurídico e bíblico do “olho por olho e dente por dente”.


Não há mais sentido algum, no mundo globalizado de hoje, extremamente controlado e totalmente mapeado por avançadas tecnologias de observação visual e de escuta eletrônica, ações como acontecida ontem, como a realizada pelos órgãos secretos de segurança dos Estados Unidos, simplesmente assassinando uma pessoa que por mais que tenham sido seus atos de terrorismo terríveis em termos de vidas humanas perdidas ou pânico psicológico em grande escala, e certamente assim o foram, mesmo assim, não haveria razão para não capturá-lo e levá-lo aos tribunais internacionais para julgamento e posterior cumprimento das penalidades cabíveis.

José Augusto Silveira - 03/maio/11

 

Idéia / Eco-política 6: Autonomia e liberdade dos povos na era da globalização


Nenhum país ou grupo de países pode estar acima do estado de direito internacionalmente acordado entre os povos, tomando para si o papel de ”Polícia do Mundo“.


José Augusto Silveira - 02/maio/11

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Nova data para votação do Código Florestal é oportunidade para melhorar texto

Sem acordo sobre o texto do Código Florestal, que tem gerado polêmicas entre ambientalistas e ruralistas, a Câmara dos Deputados decidiu quarta passada (4), adiar a votação do projeto para a próxima terça-feira (10). Para o diretor da ONG SOS Mata Atlântica, Mário Mantovani, o adiamento da votação é ‘muito positivo, porque do jeito que estava, é insustentável’.

O texto apresentado por Aldo Rebelo (PCdoB-SP), relator do projeto, apresenta dois pontos críticos. Um diz respeito à dispensa da Reserva Legal (RL), área de mata nativa que deve ser protegida, para propriedades com até quatro módulos fiscais, sendo que o tamanho dos módulos é diferente em cada região do país. Essa medida prejudicaria os camponeses e pequenos agricultores, já que suas propriedades seriam comprometidas pela erosão, escassez de água, perda da fertilidade. Ainda sobre a RL, o projeto dispensaria também como ‘bônus’ quatro módulos fiscais, em médias e grandes áreas.


O segundo ponto se refere à ocupação de Áreas de Preservação Permanente (APPs) para agricultura e pecuária. As APPs são os locais mais frágeis, como beira de rios, topos de morros e encostas, que devem ter a vegetação original protegida. Além disso, um conjunto de benefícios foi criado para latifundiários que fizerem o cadastro ambiental, e que poderiam receber crédito com mais facilidade e juros menores, tendo prioridade em programas governamentais.

Segundo Mário, mais de 60 segmentos da sociedade civil organizada já apresentaram propostas para melhorar o Código Florestal, a fim de preservar o meio ambiente e beneficiar também os pequenos agricultores. O governo também ficou insatisfeito com o texto e sugeriu mudanças, principalmente na questão da recomposição da reserva legal.

No entanto, o relator do projeto não tem acatado as sugestões. “O Aldo insiste em não acatar a proposta de ninguém. Ele é monotemático. Os ruralistas só querem saber dos interesses deles”, afirmou.

Por outro lado, os movimentos que defendem a causa dos campesinos pedem que o governo tenha um posicionamento mais firme para frear a expansão e os danos causados pelo agronegócio. Apesar de o relator do projeto ter apresentado uma nova versão do relatório nesta semana, sem os pontos mais polêmicos, o texto ainda não atende as necessidades da agricultura familiar. Em sua nova versão, o relatório de Aldo Rebelo beneficia o agronegócio, sobretudo o ramo de papel e celulose.

A expectativa dos ambientalistas é que com o apoio do governo consigam inserir as mudanças necessárias ao texto do Código Florestal. “Nós estamos buscando a alteração do Código faz tempo”, disse Mário. Segundo ele, o entrave sempre veio dos setores que querem impedir o desenvolvimento da ‘função social da terra’.

“A gente está muito tranquilo. Enquanto falamos de água, terra e meio ambiente, os ruralistas falam em bilhões de reais, de financiamento, etc. É uma diferença muito grande. Nós vamos continuar fazendo nosso papel que é defender o interesse de todos”, garantiu.

O agronegócio representa a aliança dos latifundiários capitalistas com empresas transnacionais, baseados no monocultivo, mecanização e utilização de agrotóxicos. Já a agricultura familiar e a reforma agrária defendem uma proposta para o campo com base em pequenas propriedades, com produção diversificada de alimentos, sem a utilização de agrotóxicos, com geração de empregos para a população do campo, com a construção de cooperativas e de agroindústrias.

Fonte: Clip Partido Verde

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Presidente do PV Municipal/RJ, José Augusto Silveira,participa de manifestação anti-nuclear

O  Presidente do PV Municipal/RJ, José Augusto Silveira, apoiando a Juventude Verde Nacional, e os voluntários do Greenpeace,  fizeram uma manifestação contra o programa nuclear brasileiro e a construção da Usina Angra III neste domingo, em Angra dos Reis.

Os manifestantes, que também contavam com entidades ambientalistas da região, levantaram mais uma vez a clássica bandeira de luta "Energia Nuclear? Não Obrigado". A iniciativa buscou criticar a utilização da energia nuclear na matriz energética nacional.

Fonte: O Globo 01/05/11
Matéria completa: http://oglobo.globo.com/rio/mat/2011/05/01/jovens-do-greenpeace-ambientalistas-fazem-manifestacao-contra-angra-iii-924358940.asp

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Mais Idéias/Eco-cultura

Idéia 3 / Eco-cultura: Pensamento crítico versus tecno-ciênciaAntes eram as idéias que estruturavam ou desconstruíam o mundo. Hoje, as idéias não têm mais essa força e foram substituídas pela tecno-ciência que, planejadamente, nos leva de mudança em mudança, a mudança nenhuma: apenas muito infelizmente a um consumo eterno daquilo que com certeza não traz nada de verdadeiramente novo ou enriquecedor ao espírito humano.


Idéia 2 / Eco-cultura: Sociedade do espetáculo

Nossa sociedade se transformou na sociedade do espetáculo e da vigilância. Todos nos divertimos como espectadores-vigiados, e ainda pagamos – e caro – por este estado de alienação e ausência de liberdade. Tenho de voltar para casa e não perder o Big Brother Brasil. Que horror!

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Idéias / Ecopolítica

Idéia 5 / Ecopolítica: O casamento real – Uma idiossincrasia do momento

É com espanto que assisto a toda essa movimentação midiática em relação ao casamento de William e Kate. Parece até que estamos ainda no século passado e corroborando com o discurso ultrapassado de Robert Filmer, o qual sustentava que assim como a criança é dependente dos seus pais, do mesmo modo, os seres humanos em geral já nascem como súditos de reis para sua própria orientação.  Acredito, exatamente ao contrário, que hoje em dia nós – seres humanos – conquistamos a liberdade por nós mesmos, pela nossa vontade e pelo uso adequado da razão.


José Augusto Silveira - 24/abril/11

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Idéias / Ecocultura

Idéia 1 / Ecocultura: Vanguardas político-culturais e tecnologia

A época das vanguardas político-culturais (que durou até os anos 70), infelizmente se reduziu ao seu mínimo possível, dando lugar a uma nova vanguarda, vazia de pensamento e repleta de novidades simplesmente tecnológicas. Entretanto, essa tecnologia não tem espírito (ou o ele é muito fraco), e é incomparavelmente mais pobre ou menos nobre do que o da política e o da cultura dos tempos passados, aonde as vanguardas e o pensamentos, ainda tinham o espaço de se desenvolverem com criatividade.

José Augusto Silveira - 18/abril/11

terça-feira, 5 de abril de 2011

Idéias / Ecopolítica

Idéia 4 / Ecopolítica: Comunitarismo Eletrônico

As redes sociais virtuais em expansão acelerada no dias de hoje, talvez representem uma lacuna deixada pela redução da força dos antigos laços comunitários (tradicionais). Essa comunidade convencional, aglutinada pelos princípios gregários que sempre orientaram o homem, agora está sendo substituído pelo hiperindividualismo decorrente provável da dinâmica do capitalismo presente nas atuais democracias liberais.


José Augusto Silveira - 15/abril/11

Idéia 3 / Ecopolítica: Política e Democracia

Nas sociedades democráticas atuais, o cidadão só se individualiza (só exerce seu poder político) quando o sistema vigente necessita, isto é, em situações de ameaça à estabilidade do sistema ou em sua manutenção (como nos períodos eleitorais). Isto é o que podemos conceituar como um sistema democrático formal, já que a democracia só é exercida de fato em situações específicas e esporádicas.

José Augusto Silveira - 13/abril/11


Ideia 2 / Ecopolítica: Sobre o uso e abuso do conceito de democracia

A proposta de democratização (formal ou informal) pode ser, em algumas circunstâncias apenas um pretexto, uma estratégia para a possibilidade de uma mudança imediata da estrutura de um grupo, de um partido, com fins específicos e muitas vezes com uma conotação pessoal ou de um grupo minoritário, podendo ser, inclusive, revogada assim que se alcancem os objetivos desejados ( temos de ter muito cuidado com este tipo de estratégia de mudança de estrutura de poder).

José Augusto Silveira - 05/abril/11

Ideia 1 
/ Ecopolítica: Organização partidária / Século 21

Uma reorganização de qualquer estrutura, principalmente aquelas de interesse público, como os partidos políticos, deve ser construída utilizando-se de uma metodologia não autoritária, isto é, democrática e requer a produção e a absorção dos novos valores e, portanto, demanda tempo, transparência e concordância no mínimo da maioria de seus membros e não pode ser alcançada verdadeiramente, de uma maneira estável, de forma imediata e intempestiva.

José Augusto Silveira - 03/abril/11