segunda-feira, 26 de março de 2012
Respeito à Diversidade: Questão de Princípio para o Partido Verde
Verdes se mobilizam contra aprovação de projeto de lei que incentiva a homofobia na educação carioca
O Partido Verde, coerente com sua história, sempre na vanguarda em defesa de seus ideais por uma sociedade livre de qualquer preconceito e intolerância, tomará um conjunto de ações para impedir o êxito do PL1082/2011 – proíbe a distribuição de material didático sobre diversidade, sexualidade e respeito às diferenças nas escolas do município do Rio.
Os verdes são radicalmente contrários à aprovação de qualquer conteúdo que verse contra o combate à intolerância, ou seja, que estimule o preconceito; sendo assim se posicionará judicialmente, nas redes sociais e imprensa desta forma. O PV também fará parte da mobilização, engrossando as fileiras dos movimentos sociais libertários contra qualquer tipo de preconceito na luta contra a aprovação do Projeto de Lei.
A bancada de vereadores do partido na Câmara Municipal promoverá em plenário a apresentação de emendas que retirem o projeto de pauta, buscando impedir sua aprovação, haja vista a maioria de votos favoráveis da última sessão, em 1ª discussão, em 22/03. Se não for possível derrubar o projeto no voto, o Partido Verde estará pronto para usar mecanismos regimentais para tirá-lo de pauta indefinidamente, impedindo que seja aprovado.
O projeto de lei voltará a ser debatido amanhã, 27/03, para ser votado em definitivo em 2ª discussão. O PVRJ convida todos os “verdes” para se mobilizarem contra esse PL homofóbico, amanhã, 27/03, 14h, no plenário da CMRJ vestindo a camisa: “Eu respeito à diversidade”.
www.pvrj.org.br
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
Mesa Redonda: Cenários para a oposição política nas eleições de 2012
Texto do pronunciamento de:
José Augusto Silveira / Pres. do PV da Cidade do Rio de Janeiro
Teatro João Theotônio / RJ
08-fev-2012
Gostaria de iniciar a minha fala fazendo a constatação de que para o cenário das eleições deste ano, os partidos políticos que se situam no campo da oposição em nossa cidade têm posições bastante heterogêneas nas suas visões políticas, encontrando portanto dificuldades na formulação de estratégias eleitorais que sejam comuns a todos para podermos disputar com eficiência a Prefeitura de nossa cidade.
Por outro lado, também acredito que esta constatação pode ser utilizada de modo positivo, pois agora estamos conscientes das nossas diferenças e devemos nos esforçar ao máximo para encontramos juntos pontos em comum e, assim, marcharmos unidos nesse processo eleitoral.
Para melhor estruturar o tema, vamos aqui conceituar o campo da oposição, constituindo-se de quatro principais grupos políticos: o primeiro deles, predominantemente ideológico; o segundo, baseado em experiências passadas no poder e em estilo já experimentado de gestão. O terceiro, de viés fortemente religioso. E o quarto, fundamentado principalmente no conceito de sustentabilidade ampla em todos os campos da atividade humana.
O primeiro grupo se caracteriza como o setor de oposição mais tradicional e é constituído primordialmente por razões puramente ideológicas. É a velha questão da direita versus esquerda, conceito bastante discutível já faz algum tempo. Este grupo faz parte de um espectro ideológico que varia em seus níveis de radicalidade, muitas vezes chegando, em casos extremos, a serem totalmente avessos ao sistema e tendo assim como objetivo a substituição do mesmo até pela via revolucionária. Como exemplo, poderia citar os Partidos situados mais radicalmente à esquerda ou à direita no cenário ideológico.
Essa posição ideológica mais extrema é bastante perigosa, pois não podemos esquecer que no século passado ela foi um fator importante na deflagração de guerras de amplitude mundial, e de totalitarismos como o nazismo, o fascismo e o comunismo, e mesmo em algumas democracias, as quais poderiam ser denominadas como democracias autoritárias.
Dentro desse primeiro grupo ideológico, encontramos um segmento com postura menos radical, fazendo no entanto críticas ainda contundentes – mas normalmente justas em relação ao sistema – e abertos à alguma possibilidade de negociação em pontos específicos da gestão pública.
Outro grupo, esse já menos ideológico e mais orientado pelos conceitos modernos de gestão, defende o retorno de esquemas políticos que já exerceram o poder anteriormente por acreditarem que esses obtiveram maior eficiência na condução da administração pública. Talvez poderíamos aqui citar o DEM no plano Municipal e o PSDB no plano Federal.
Na verdade, seria unânime para todos nós, a constatação da pouca eficiência do atual governo em relação à saúde no caso do mau atendimento nos hospitais municipais, bem como do aumento dos casos de dengue noticiado hoje mesmo no jornal “O Globo”.
Ainda, um terceiro grupo situado no campo da oposição é aquele que baseia sua estratégia e ação políticas, inclusive eleitoral, em aspectos fundamentalistas das crenças religiosas. Esse grupo, muitas vezes, tem dificuldades em assumir posturas políticas mais libertárias. Além disso, a escolha eleitoral (que deve ser baseada em princípios racionais) é substituída por uma decisão de voto baseada na orientação religiosa. Essa postura pode deslocar a responsabilidade da formulação das leis pelos representantes democraticamente eleitos (representando, portanto, a soberania popular) para leis demandadas por um poder religioso superior.
Muito preocupante, embora espere ser uma minoria (e até mesmo não citado entre os quatro principais por não pertencer ao processo político legítimo e sim o que consideramos como politicagem), temos um grupo que vou descrever apenas de passagem. Esse grupo não vê a conquista do governo a não ser para aproveitamento pessoal ou de segmentos que o apóia. Ele representa o fim da política como meio para alcançar o bem comum público e significa a vitória do hiper-individualismo e o fracasso da ética (e que estão infelizmente já difundidos em quase todas as atividades da sociedade).
Antes de passarmos para o último grupo político situado no campo da oposição, gostaria de comentar brevemente alguns fatos ocorridos recentemente.
O primeiro diz respeito ao desabamento de três edifícios no centro da cidade acontecido há poucos dias atrás causando uma sensação de pânico e impotência entre todos nós. Evidencia-se nesse episódio a negligência do poder público no não cumprimento de sua responsabilidade de fiscalização das obras nas edificações privadas e, talvez, até mesmo das públicas de nossa cidade. Outro aspecto curioso é a priorização da rápida higienização do local, agilmente removendo os entulhos para lixões – ainda contendo até mesmo corpos ou seus fragmentos – sem o empenho maior de removê-los ainda no local, desrespeitando a dor das famílias envolvidas na catástrofe. Ao passar por esse local poucas horas depois, já o encontramos fora de vista dos transeuntes, isolado por um tapume bastante estético e de cor branca, dando a impressão não mais de tragédia, mas de uma nova área da cidade a ser reconstruída ou revitalizada. O esquecimento do triste episódio é ainda favorecido pelo movimento dos blocos carnavalescos do final de semana que praticamente enterraram os mortos não encontrados no local.
Outro episódio bastante representativo do uso e do abuso da privatização do público ou de como o setor público se relaciona com o privado foi a tragédia ocorrida, há poucos meses atrás, na queda de um helicóptero de uma empresa privada que transportaria um político carioca, em que eram evidentes as relações de comprometimento empresarial entre o Governo e os proprietários da aeronave. Essa recente situação traduz conduta certamente não ética na relação entre gestor público e a participação de empresas do setor privado.
Ao terceiro episódio, vamos chamar de “o caso dos helicópteros”. Os moradores das regiões da faixa situada entre as margens da Lagoa Rodrigo de Freitas e o Cristo Redentor (bairros de Humaitá, Jardim Botânico e Lagoa) se uniram para protestar contra o uso abusivo de helicópteros utilizados no setor de turismo para visitação do Monumento do Cristo Redentor, que inegavelmente é um cartão postal da cidade, mas produzindo um barulho constante e infernal que alcança mais de 180 decibéis, acima, portanto, dos limites definidos legalmente para ruídos urbanos. Então, os residentes na região reuniram-se em frente ao heliporto para protestar quanto à localização do mesmo, que segundo os envolvidos ocupa irregularmente a área, e pedir uma regulamentação mais justa e que leve em conta não só os interesses empresariais, mas também os dos moradores da área afetada.
Esse fato retrata muito bem que a estratégia de gestão do Governo para a cidade não tem mais como prioridade o bem estar, o conforto e a segurança de seus moradores, e, sim, como um fator de empreendimento que possa gerar grandes lucros para o esse Governo e para um número restrito de grandes empresários. Precisamos urgentemente equilibrar os interesses de moradores da cidade, nos quais me incluo, e as ações do Governo no nosso dia-a-dia. Nossos interesses são apenas lembrados no período eleitoral através das peças publicitárias e do marketing político altamente sofisticados e caros, que na maior parte das vezes servem apenas para escamotear verdades ou prometer coisas que não serão cumpridas ou cumpridas de uma maneira enviesada, sendo muitas vezes mais benéficas para os grupos empresariais – que não raro contribuem para os financiamentos de campanha – do que para a maioria dos cidadãos comuns.
Por fim, encontramos o quarto grupo formado por aqueles (nos quais o PV se encontra) em que se percebe a insatisfação diante dessa realidade, principalmente pela falta da ética na política e da não preocupação por parte do Governo das reais necessidades e interesses dos cidadãos.
Percebemos claramente a existência de um novo momento do mundo da política, momento esse que exige novas posturas para se ter sucesso em nossas ações.
Precisamos de inteligência, criatividade e sensibilidade para que nossas propostas sejam condizentes com a realidade do mundo que se descortina nesse nosso novo século, usando de maneira eficiente as novas tecnologias, mas sem nos esquecermos dos fundamentos do humanismo conquistados duramente ao longo da história de nossa civilização.
Temos, também, de aceitar a realidade expressa na globalização, de uma maneira mais crítica, estimulando os fluxos de comunicação de uma forma ampla, mais transparente, difundindo para o mundo as verdades, não as simplesmente de conveniência de grupos, de regiões ou de países específicos. É importante também termos como base o paradigma da cooperação, muito mais do que o da competição, pois como estamos sentido na carne atualmente, a competição extrema não leva a vencedores a médio e longo prazo, mas sim a uma quantidade expressiva de perdedores. Temos como exemplo o fluxo de capital volátil e improdutivo circulando por todo o mundo, e a questão das mudanças climáticas cada vez mais distante de uma solução adequada , justa e sustentável para o nosso planeta.
E, finalmente, acreditamos no conceito de sustentabilidade. Não uma sustentabilidade restrita, convencional e desgastada pelo seu freqüente mau uso, mas sim por uma sustentabilidade ampla, a mais abrangente possível, mais participativa possível, a mais sincera possível, uma sustentabilidade radical para todos e, principalmente, para os políticos que desejam atuar como vanguarda nesses novos tempos.
É essa radicalidade de uma política sustentável e democrática o que o mundo, as cidades e os eleitores da cidade do Rio de Janeiro necessitam e querem. Cabe a nós, políticos, que escolhemos essa atividade tão importante e digna de representar a sociedade, implementar com a maior rapidez possível essa nova visão de mundo e da política e, como disse um famoso político brasileiro, antes que seja tarde demais.
Termino aqui minha fala, citando um pensamento com certeza já conhecido por todos nós: “A política é a mais nobre das vocações e, pode ser, se não tivermos cuidado e ética, a mais desprezível das profissões”.
Saudações Verdes para um Planeta Verde e uma Cidade do Rio de Janeiro Verde
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
Carta aos artistas Naifs do Rio de Janeiro
A arte como um fator fundamental de expressão dos sentimentos e representação cultural do homem acontece desde os primórdios da civilização. As pinturas encontradas nas cavernas de Lascaux (França) e Altamira (Espanha) datam de mais de 15 mil anos atrás.
São conhecidas também pinturas da antiguidade como expressão social, encontradas nas civilizações chinesa, indiana, egípcia, e na arte indígena do sul, central e do norte do nosso novo mundo.
O Brasil é um dos maiores produtores de arte Naif, tanto em quantidade quanto em qualidade, tendo reconhecimento internacional, mas infelizmente não sendo valorizado da mesma forma aqui no Brasil.
Dito isso, convivo com o mundo da arte Naif desde criança quando acompanhava minha tia e mãe, Elisa Silveira, em reuniões de artistas plásticos ricas em criatividade , lideradas por Ivan Serpa e seus companheiros de Movimento, Helio Oiticica, Djanira, Grauben, Heitor dos Prazeres, Aluísio Carvão, Ligia Papi, Ligia Clark.
O Museu de Arte Naif é representante de fundamental importância por ser um dos poucos espaços que esse tipo de expressão artística encontra para sua divulgação e valorização.
Por isso mesmo, consideramos inadmissível que ela seja tratada como arte de menor valor apenas por representar o mundo de uma forma pictoricamente ‘ingênua’, não levando em conta regras tradicionais da pintura clássica como perspectiva e perfeição de desenho. Pelo contrário, a arte Naif tem sua importância pela riqueza de cores e movimento, além da capacidade de representar o imaginário popular de maneira tão espontânea que mais parece a arte e o sonho de criança.
O Partido verde sempre esteve comprometido com o objetivo de estimular a diversidade cultural e todas as propostas que contribuam nesse sentido em nosso país.
Sendo assim, proponho firmar um compromisso da minha candidatura a Deputado Federal do PV com o seguimento dos artistas Naif, no sentido de ser um interlocutor permanente no Congresso Nacional, propondo leis que incentivem a divulgação e profissionalização desse segmento.
Como itens básicos para a política cultural em questão, inicialmente temos a necessidade de:
• criar espaços para exposição de trabalhos,
• estimular as empresas a investirem em Projetos envolvendo a arte Naif,
• fortalecer a estrutura do Ministério da Cultura em relação às políticas culturais específicas para os grupos de artistas Naif,
• apoio a projetos que integrem a arte Naif à resolução de problemas sociais e
• a manutenção e criação de instituições que promovam a arte Naif junto ao público em geral.
Coloco-me à disposição para receber sugestões ou discutir temas de relevância não mencionados nesta carta.
Desde já agradeço o apoio,
José Augusto Silveira
Candidato à Deputado Federal e Presidente do PV da Cidade do Rio de Janeiro
Contatos
EMAIL: ja.silveira@terra.com.br
facebook.com/jasilveira.pv
Tel.: (21) 9619-9331
sexta-feira, 28 de outubro de 2011
Saúde e laranjas: Indignação de um Profissional da Saúde e, sobretudo, Cidadão
Idéia Eco-saúde 2 – Saúde e laranjas: Indignação de um Profissional da Saúde e, sobretudo, Cidadão
Fazendo uma analogia natural, comparo o nosso sistema de saúde com duas laranjas apodrecidas. A primeira das laranjas pertence ao sistema de saúde pública, o qual já está falido e completamente apodrecido faz muito tempo.
A segunda, fazendo novamente a analogia com essa saborosa fruta cítrica, corresponde a nosso sistema privado de saúde. Dessa vez, vamos dividi-la em duas bandas, ambas também podres.
A primeira banda consiste nos planos de saúde, completamente insensíveis quanto à realidade financeira de ambos, profissionais e usuários, tendo como objetivo o máximo lucro, utilizando-se do máximo de propaganda (muitas vezes enganosa) e o mínimo de sensibilidade social.
A segunda banda da laranja é constituída pelos profissionais da área de saúde que em diversas situações escorregam eticamente, executando procedimentos geralmente desnecessários, facilitando o uso e o abuso de exames laboratoriais, de imagens e outros. Esses escorregões, que inicialmente o profissional fazia na tentativa de equilibrar o seu orçamento doméstico, aos poucos se tornam um hábito e, de um ato de pura sobrevivência, transformam-se em uma estratégia altamente lucrativa.
O resultado dessa triste realidade é a existência de um sistema de saúde privado, caro, ineficiente e mesma fatal em muitos casos para os usuários.
Agravando a situação ainda mais, esperamos longos períodos para sermos atendidos nas clínicas especializadas para realizar os exames realmente importantes a nossa saúde.
Esperamos semanas ou meses, mas, para o nosso conforto, sentados em poltronas em nossas casas quando fazemos parte da previdência privada. Quando não temos esse relativo privilégio, como usuários da rede pública de saúde, esperamos pacientemente e às vezes extremamente revoltados e cansados nas filas intermináveis na frente dos hospitais do Governo.
Temos de nos conscientizar, refletindo criticamente, e passarmos para ações que possam modificar (e rapidamente) essa situação calamitosa das duas laranjas apodrecidas.
José Augusto Silveira, Dentista, Prof. Universitário e Pres. PV/Cidade do Rio de Janeiro
28/10/2011
Fazendo uma analogia natural, comparo o nosso sistema de saúde com duas laranjas apodrecidas. A primeira das laranjas pertence ao sistema de saúde pública, o qual já está falido e completamente apodrecido faz muito tempo.
A segunda, fazendo novamente a analogia com essa saborosa fruta cítrica, corresponde a nosso sistema privado de saúde. Dessa vez, vamos dividi-la em duas bandas, ambas também podres.
A primeira banda consiste nos planos de saúde, completamente insensíveis quanto à realidade financeira de ambos, profissionais e usuários, tendo como objetivo o máximo lucro, utilizando-se do máximo de propaganda (muitas vezes enganosa) e o mínimo de sensibilidade social.
A segunda banda da laranja é constituída pelos profissionais da área de saúde que em diversas situações escorregam eticamente, executando procedimentos geralmente desnecessários, facilitando o uso e o abuso de exames laboratoriais, de imagens e outros. Esses escorregões, que inicialmente o profissional fazia na tentativa de equilibrar o seu orçamento doméstico, aos poucos se tornam um hábito e, de um ato de pura sobrevivência, transformam-se em uma estratégia altamente lucrativa.
O resultado dessa triste realidade é a existência de um sistema de saúde privado, caro, ineficiente e mesma fatal em muitos casos para os usuários.
Agravando a situação ainda mais, esperamos longos períodos para sermos atendidos nas clínicas especializadas para realizar os exames realmente importantes a nossa saúde.
Esperamos semanas ou meses, mas, para o nosso conforto, sentados em poltronas em nossas casas quando fazemos parte da previdência privada. Quando não temos esse relativo privilégio, como usuários da rede pública de saúde, esperamos pacientemente e às vezes extremamente revoltados e cansados nas filas intermináveis na frente dos hospitais do Governo.
Temos de nos conscientizar, refletindo criticamente, e passarmos para ações que possam modificar (e rapidamente) essa situação calamitosa das duas laranjas apodrecidas.
José Augusto Silveira, Dentista, Prof. Universitário e Pres. PV/Cidade do Rio de Janeiro
28/10/2011
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
Idéias Eco-políticas 13 e 14
Idéia Eco-Política 14: A hora é de oposição
De oposição aos corruptos de todos os setores de nossa cidade.
De oposição ao atual sistema corrupto, ineficiente e, logo, desumano de saúde de nossa cidade.
De oposição aos abusos das empresas de transporte para com a população de nossa cidade.De oposição ao péssimo sistema de educação pública de nossa cidade.
Enfim, a favor de mudanças radicais para alcançarmos a sustentabilidade socioambiental para nossa cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro.
José Augusto Silveira – 17/out/11
De oposição aos corruptos de todos os setores de nossa cidade.
De oposição ao atual sistema corrupto, ineficiente e, logo, desumano de saúde de nossa cidade.
De oposição aos abusos das empresas de transporte para com a população de nossa cidade.De oposição ao péssimo sistema de educação pública de nossa cidade.
Enfim, a favor de mudanças radicais para alcançarmos a sustentabilidade socioambiental para nossa cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro.
José Augusto Silveira – 17/out/11
Idéia Eco-Política 13: Poética da Corrupção
Nada de verbas secretas.
Nada de votos secretos.
Nada de sessões secretas.
Nada de privilégios ocultos, disfarçados ou, como acontece frequentemente no nosso lugar e nosso tempo, desavergonhada e escancaradamente.
Nada de verbas secretas.
Nada de votos secretos.
Nada de sessões secretas.
Nada de privilégios ocultos, disfarçados ou, como acontece frequentemente no nosso lugar e nosso tempo, desavergonhada e escancaradamente.
Constituinte já, específica para esse fim, e composta por cidadãos capacitados politicamente, sensíveis socialmente e que se comprometam a não obter mandato político por um longo período de tempo.
José Augusto Silveira – 22/set/11
José Augusto Silveira – 22/set/11
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
Ecologia Urbana, o Desafio das Cidades
Eduardo Jorge
Secretário do Meio Ambiente e do Verde na maior cidade brasileira, São Paulo, Eduardo Jorge está à frente dos desafios sustentáveis desde 2005.
Em sua palestra, apresentou o diagnóstico de que sim, é possível tornar uma cidade grande como São Paulo em um lugar melhor para se viver. Ele disponibilizou o diagnóstico que foi traçado e os pilares que precisaram ser desenvolvidos para viabilizar a tese de sustentabilidade.
Em primeiro lugar, estabelecer, na administração pública, diálogo entre secretarias,
programas e projetos é fundamental.
Em relação ao desenvolvimento sustentável de uma cidade como São Paulo, Eduardo Jorge frisa que além de possível, é necessário. Uma vez que “só é possível preservar o pantanal, a floresta, o mangue e o cerrado pela cidade, porque é a cidade que consome a cidade da mesma forma que consome pantanal, mangues, florestas e é a partir das cidades, que se preserva o que se consome”.
A partir deste diagnóstico, Eduardo Jorge levantou que a pauta da agenda pública deve ser o combate ao aquecimento global, já que a questão climática ameaça a vida da espécie humana e tem impacto social, econômico e ambiental, conforme as bases do conceito de desenvolvimento sustentável. Até porque, segundo ele, “quem mora em torno da linha do Equador é que vai pagar mais rápido as imprevidências do capitalismo, do socialismo humano em relação à questão ambiental do desenvolvimento industrial dos séculos 19 e 20”.
Eduardo Jorge defende que a pauta do desenvolvimento urbano é fundamental para dialogar com a pauta-mãe, a do aquecimento global, e a partir disso, reorganizar as políticas públicas dentro dos governos federal, estaduais e municipais. “O Brasil ainda está muito atrasado nisso, enquanto fica dormindo em berço esplêndido, como o de costume. Assim é fundamental arrumar dentro da nossa casa para que haja mais condições de se cobrar do governo federal, dos outros países.
Em oito exemplos concretos, Eduardo Jorge listou as principais ações que a prefeitura de São Paulo, Secretaria do Verde, está implementando, num programa horizontal de diálogo inédito com as demais secretarias.
As duas faces da questão climática: face A é a da mitigação, diminuir a emissão dos gases prejudiciais, colaborando para a eficiência energética.
A face B no Brasil é a que menos se fala. Trata-se da adaptação aos efeitos nocivos do aquecimento global.
FACE A
Dentro da necessidade de mitigação das emissões via eficiência energética, Eduardo Jorge listou quatro exemplos que vem sendo adotados em São Paulo.
1. Captação de gás metano de aterros sanitários Os gases produzidos em aterros sanitários são verdadeiras bombas para atmosfera. Porém, se esse biogás, que polui 22 vezes mais que o gás carbonico, for captado e destinado a produzir energia, há diminuição sistêmica na emissão de gás tão prejudicial como ainda ajuda na produção de energia elétrica.
Em São Paulo, são dois grandes aterros sanitários, bem organizados e controlados, bem licenciados. Por meio de licitação, a empresa ganhadora capta a emissão e produz energia elétrica. De acordo com Eduardo Jorge, as duas usinas de biogás produzem energia suficiente para abastecer 600 mil pessoas.
Ele enfatizou que qualquer cidade, com mais de 500 mil habitantes, pode instalar um aterro decente, via licitação, em que a empresa responsável cuida do aterro, gera energia, e a prefeitura ganha ao emitir certificados de redução, podendo desta forma aplicar os recursos em projetos sociais. Ele citou que, em dois leilões, a cidade de São Paulo arrecadou R$ 70 milhões.
2. Diminuição da dependência do petróleo como fonte combustível Eduardo Jorge sustenta que é possível diminuir a dependência de combustível fóssil das frotas das cidades. A partir de uma lei municipal, aprovada em 2009, a Secretaria de Transportes é obrigada a substituir o diesel por combustíveis de fonte mais limpa de energia. Ele mencionou que a Secretaria de Transportes de São Paulo está com sete experiencias de substituição do diesel:
• Ônibus elétricos: recuperação da frota, com quase 180 ônibus rodando, com a volta da compra de ônibus elétricos.
• Etanol: primeira frota de ônibus rodando com etanol no Brasil. Atualmente, são 60 veículos, com objetivo de chegar a 100.
• Hidrogênio: experiência de utilização deste novo combustível.
• Ônibus híbrido: experiência também que agrega ônibus movidos a biodiesel e elétricos.
• Biodiesel: frota já rodando na cidade de São Paulo.
• Diesel da cana: já têm três ônibus, utilizando o diesel desenvolvido por engenharia genética, que produz o combustível a partir da fonte de energia mais limpa.
3. Inspeção Veicular
A inspeção veicular combate a poluição do ar e também o aquecimento global.
Faz-se necessário inspecionar motos, carros, caminhões e ônibus. Eduardo Jorge afirmou que cada moto polui o correspondente a cinco carros. Os carros consomem muito e poluem muito. As regras, que obrigam o dono do automóvel a inspecionar e regular seu veículo para mantê-lo dentro dos padrões de quando o veículo saiu da fábrica, já existem em outros países há 40 anos.
Em São Paulo, são dois grandes aterros sanitários, bem organizados e controlados, bem licenciados. Por meio de licitação, a empresa ganhadora capta a emissão e produz energia elétrica. De acordo com Eduardo Jorge, as duas usinas de biogás produzem energia suficiente para abastecer 600 mil pessoas.
Ele enfatizou que qualquer cidade, com mais de 500 mil habitantes, pode instalar um aterro decente, via licitação, em que a empresa responsável cuida do aterro, gera energia, e a prefeitura ganha ao emitir certificados de redução, podendo desta forma aplicar os recursos em projetos sociais. Ele citou que, em dois leilões, a cidade de São Paulo arrecadou R$ 70 milhões.
2. Diminuição da dependência do petróleo como fonte combustível Eduardo Jorge sustenta que é possível diminuir a dependência de combustível fóssil das frotas das cidades. A partir de uma lei municipal, aprovada em 2009, a Secretaria de Transportes é obrigada a substituir o diesel por combustíveis de fonte mais limpa de energia. Ele mencionou que a Secretaria de Transportes de São Paulo está com sete experiencias de substituição do diesel:
• Ônibus elétricos: recuperação da frota, com quase 180 ônibus rodando, com a volta da compra de ônibus elétricos.
• Etanol: primeira frota de ônibus rodando com etanol no Brasil. Atualmente, são 60 veículos, com objetivo de chegar a 100.
• Hidrogênio: experiência de utilização deste novo combustível.
• Ônibus híbrido: experiência também que agrega ônibus movidos a biodiesel e elétricos.
• Biodiesel: frota já rodando na cidade de São Paulo.
• Diesel da cana: já têm três ônibus, utilizando o diesel desenvolvido por engenharia genética, que produz o combustível a partir da fonte de energia mais limpa.
3. Inspeção Veicular
A inspeção veicular combate a poluição do ar e também o aquecimento global.
Faz-se necessário inspecionar motos, carros, caminhões e ônibus. Eduardo Jorge afirmou que cada moto polui o correspondente a cinco carros. Os carros consomem muito e poluem muito. As regras, que obrigam o dono do automóvel a inspecionar e regular seu veículo para mantê-lo dentro dos padrões de quando o veículo saiu da fábrica, já existem em outros países há 40 anos.
Segundo ele, esse programa de eficiência energética ataca em duas frentes a poluição:
a) diminuição da emissão de gases poluentes que agridem a atmosfera, além dos pulmões e corações das pessoas que moram nas grandes cidades;
b) gasto menor com o combustível por parte do dono do veículo.
De acordo com Eduardo Jorge, no primeiro balanço da inspeção veicular da cidade de São Paulo, concluiu-se que, ao realizar 3,5 milhões de inspeções veiculares, correspondeu a tirar virtualmente 1,5 milhão de veículos das ruas. Assim, diminui-se a poluição sem realmente tirar estes veículos de circulação.
Em 2009, o Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) refez as normas e deu dois anos de prazo para que os estados se adequassem a essas normas. Segundo Eduardo Jorge, o prazo das licitações venceu em junho de 2011, e nenhum Estado sequer fez a licitação para começar a inspeção veicular.
4 . Conceito de Cidade-compacta
A tese das cidades compactas é aquela em que há a otimização dos espaços. Atualmente, todos moram longe do trabalho, e a mobilidade urbana acaba por criar mais um nível de segregação social, em que os ricos andam de carro e os pobres, de ônibus. Todos gastando combustível fóssil.
De acordo com Eduardo Jorge, as cidades estão cada dia mais espalhadas, e os centros das cidades vazios, abandonados. No conceito de cidade compacta, os bairros são compartilhados, sem guetos, e o centro é expandido, otimizando a utilização de infraestruturas já instaladas de lazer, cultura, saúde.
“O conceito urbanístico das cidades compactas explora a teoria que as classes sociais devem compartilhar os bairros. Os guetos separados são as chocadeiras da violência, além de que o crescimento das periferias afeta diretamente as mananciais e as áreas de risco e esvazia os centros, numa amostra total de irracionalidade do ponto de vista social, econômico e ambiental”, enfatizou Eduardo Jorge, durante sua exposição de ideias.
FACE B
Ao abordar a fase de adaptação das cidades para os efeitos e as consequências do aquecimento global, Eduardo Jorge listou mais cinco exemplos que estão sendo adotados na cidade de São Paulo. Segundo ele, já que não há mais muito tempo para evitar que os danos ambientais cometidos tirem a vida das pessoas, a solução é adotar medidas que minimizem os efeitos colaterais do homem sobre o meio ambiente. No Brasil, principalmente, as soluções devem ser pautadas pelo elevado número de vítimas, por conta de enchentes e desmoronamentos.
• Arborização: na cidade de São Paulo, 1,5 milhão de árvores já foram plantadas. Como um dos efeitos, está a manutenção da umidade relativa do ar.
• Ampliar as áreas verdes das cidades: com isso, ampliam-se as áreas verdes permeáveis para absorver as águas das chuvas e evitar que haja alagamentos em pontos específicos.
• Criação de parques lineares: consiste em criar parques lineares no entorno dos córregos das cidades , uma vez que é um erro dos arquitetos e políticos construir nas áreas de várzeas. Como as várzeas já foram todas ocupadas, qualquer chuva já é motivo de desespero para o prefeito, dona de casa e comerciante. Há uma necessidade de garimpar as várzeas, recuperar algumas que ainda existem nas cidades, para mantê-las na sua função de escoamento da água das chuvas.
• Mapear as áreas de riscos das cidades: para Eduardo Jorge, este item é o mais importante, quando o assunto é referente ao enfrentamento dos desastres climáticos. São áreas com risco de desmoronamento, escorregamento e enchente. Eduardo Jorge ressalta a necessidade de elaboração de um diagnóstico detalhado de todas as áreas de risco, bem como proporcionar opções habitacionais para as pessoas que residem nestas áreas.
“Eu acho que este é o caso mais urgente. Você não pode deixar pessoas em áreas de enchente nem de escorregamento”, disse.
Ao ressaltar que este seria o “programa mais importante”, Eduado Jorge sugeriu a criação de um indicador: a de quantidade de mortos por 100 mil habitantes por desastres climáticos. “Devia estar escrito na parede das prefeituras e dos governos de estado quantas pessoas morreram (por 100 mil habitantes) nas cidades, nos estados. Devia ser o indicador máximo para avaliar a responsabilidade daquele governante. É responsabilidade dos governantes evitar as mortes de hoje. Não pode haver tolerância de uma morte sequer.
As autoridades precisam ser cobradas”, finalizou.
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